A síndrome do extremismo


A síndrome do extremismo

A internet e as mídias sociais ampliaram a voz das pessoas, de forma que elas se empenham cada vez mais em emitir opiniões sobre toda a sorte de coisas e acontecimentos – independente de terem ou não base para argumentação. Tornou-se comum ver os temas generalizados em determinações superficiais que só servem para alimentar preconceitos. Quase não se vê dialética, mas ataques estão por toda a parte. Vomitam-se julgamentos de valores expressos de maneira quase autoritária por quem se diz capaz de determinar certo e errado, como se fosse o sabedor da única verdade.

O extremismo, no entanto não é privilégio da rede mundial de computadores. Faz parte do discurso religioso, do posicionamento político, da radicalização de movimentos sociais e de tantos outros aspectos da vida em sociedade. Quando alguns se põem ao extremo, logo surge o outro lado, que se diz antagônico, legitimando o conflito sem freio. Um comportamento extremado e agressivo que influencia até os esportes – a popularização do UFC simboliza como embates podem ser violentos e sanguinários, mesmo na atualidade.

Lados extremos tendem a guerrear. Assim geram destruição, sofrimento. E mais ódio. Parecem não conseguir enxergar um caminho do meio. O que depende apenas de relativizar. Afinal, ninguém é totalmente bom ou mau por completo. Todos possuem defeitos, comentem erros. A vida é um aprendizado diário e sempre é possível mudar de opinião, se achar que se deve.

Ser extremista ou fundamentalista incita forças contrárias e leva ao embate. Saber entender o outro lado, argumentar e buscar o consenso é muito mais difícil. Acontece que, ao final, a dificuldade costuma compensar. A paz é sublime.

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