Do Leitor: De surpresa


Do Leitor: De surpresa

certa vez eu estava no rio de janeiro a trabalho. seriam longos doze dias na cidade, enfrentando uma onda de calor infernal somente amenizada por dilúvios regulares todo final de tarde. fiquei hospedado num pequeno hotel da lapa, próximo à rua mem de sá, bem onde a vida noturna do velho bairro boêmio é mais animada.

dias antes de embarcar, eu havia avisado uma amiga minha que estaria em sua cidade durante o próximo final de semana. perguntava se ela já tinha algum compromisso marcado naqueles dias e quando poderíamos nos encontrar. ela respondeu que estaria tranquila por toda primeira semana, no início da noite. poderíamos nos encontrar em sua casa, no bairro da urca. ela mora num apartamento muito aconchegante em frente uma pracinha, a uns quinhentos metros da famosa mureta.

marcamos na terça-feira depois que eu saísse do trabalho. eu iria direto do centro do rio para sua casa, chegando antes que seu filho voltasse da escola. teríamos algumas horas pra conversar sem nos preocupar com o assunto. falamos sobre nossos projetos, trabalhos e vida sexual. fazia alguns meses desde que nos vimos pela última vez e esse tempo já era suficiente para que muito papo estivesse acumulado.

perto das sete e meia da noite, chega seu filho e decidimos pedir uma pizza, apesar a chuva torrencial que acabava de cair lá fora. jantamos os três e ficamos vendo alguns clipes no youtube. fomos interrompidos pelo som da máquina de lavar roupas indicando o término da lavagem. deixamos seu filho em frente ao computador e fomos os dois para a área de serviço. ajudei a estender algumas peças de roupa e depois parei. a visão daquele corpo esguio se esticando para estender roupas no varal, o modo como ficar na ponta dos pés realçava as curvas de seu bumbum, mereciam contemplação, exigiam concentração.

fiquei por alguns segundos ali parado, observando aquele ato frugal com um sorriso de maravilhamento no rosto. quando ela olhou para trás, percebendo meu sorriso, perguntou: “o que foi?”. não era nada. pelo menos nada que pudesse, com palavras, ser descrito de forma honesta. me aproximei quando ela voltou à sua tarefa, abraçando-a por trás, sentindo todo seu corpo.

o perfume suave de seus cabelos era melhor que a brisa do mar. beijei seu pescoço, e o toque de sua pele era macio como pêssego. seu bumbum, firme e aconchegante como um travesseiro de plumas, meus braços rodeavam seus ombros e sua cintura de forma que a envolviam por completo. sussurrei alguma sacanagem no seu ouvido e, com um sorriso, ela balbuciou: “meu filho pode aparecer!”. mas o perigo excita!

beijando seu pescoço e comprimindo seu corpo contra o meu, roçando meu sexo contra seu bumbum, falando sacanagem em seu ouvido. escorreguei minha mão para dentro de sua saia, por dentro de sua calcinha. ela estava molhada. comecei a brincar com seu clitóris. sua respiração denunciava o quanto ela estava gostando da brincadeira. já não estendia mais roupas. ao contrário, com uma mão, acariciava meu rosto, com a outra, apertava meu sexo, procurando uma forma de tocá-lo.

ela me masturbava enquanto eu a tocava. seu ritmo acelerava à medida que eu tornava mais rápidos meus movimentos. senti seu corpo começar a estremecer. apertei mais forte seu corpo contra o meu. em meu ouvido ela gozou. como é divino o som de uma mulher gozando, ainda mais quando se manifesta com um gemido contido e ofegante, um sussurro. e o estremecimento dos músculos que denuncia o clímax, sobrecarregando o corpo.

o garoto nos chamou na sala. nos recompomos e voltamos à vida depois daquela pequena viagem de alguns minutos. instantes de prazer que ficam na memória.

 

*macho_A é apaixonado por fotografia, literatura erótica e teatro. foi alfabetizado aos sete anos e começou a escrever aos oito. de lá pra cá, não parou mais. já se aventurou pela poesia e pelos contos, mas agora se dedica ao seu primeiro texto de dramaturgia.

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