Do Leitor: Fim de semana a dois


Do Leitor: Fim de semana a dois

Demorei a chegar, naquele dia. O voô atrasou e o trânsito estava uma merda. Mas até que enfim, abri a porta da casa dele. Cansada, estressada, sexta-feira é sempre assim. Aquele cansaço acumulado do trabalho e da semana pesa nos ombros. Cheguei também louca de saudade, de vontade, com fantasias mirabolantes.

Moramos em cidades diferentes, 600 Km me separam daqueles que são, na atualidade, meus melhores fins de semana.

Ele é apaixonado por tecnologia, louco por sexo e fotografa por hobbie. Eu sou louca por sexo, escrevo por hobbie e apaixonada por ele.

Após um mês e alguns dias longe, depois de um banho naquela água quente e gostosa, relaxei.

Coloquei uma calcinha branca de renda, que sei que ele curte. Uma camisa, hidratante no corpo e só. Nada de lingerie cheia de coisa ou maquiagem. Eu não estava com saco para isso. Queria ir direto ao ponto.
– Amor, vem cá!
– Pera, já vou – ele, como sempre agarrado, ao PC fazendo sei lá o quê.

Cinco minutos depois…
– Veeeeem gatinho! Tô esperando!

Cansei de esperar me levantei da cama. Fui ao seu armário, peguei sua câmera e pendurei no pescoço. Começei a fotografá-lo. Queria chamar atenção para que me visse só de calcinha, vestindo sua camisa. Quando ele notou, riu. Então o abracei por trás e comecei a acariciar sua nuca, falando baixinho ao seu ouvido
– Veeeeem amor. Veeeeemmmm.

Ele virou de frente para mim. Sentei ao seu colo e começamos a nos beijar devagar. Queria saborear aquele beijo como se fosse o primeiro, ou o último. O beijo e o toque gostoso de que sinto falta todas as noites, antes de dormir. Tocava minha pele de um jeito tão delicado que me arrepiava e me excitava ao mesmo tempo.

Coloquei a câmera no pescoço dele e mirei com aquela cara safada que já diz tudo. Olhei bem fundo nos olhos dele e me levantei. Sentei à cama e comecei a rolar de um lado para o outro. Ele, parado, sacou tudo. Bastou o olhar para revelar minha fantasia.

Começou a fotografar e eu, a me despir. Tirei a blusa e, a cada peça que afastava do corpo, podia ver na forma como sua mão manuseava a câmera o seu tesão. A máquina com aquela lente grande, aberta, parecia estar excitada junto com ele. A maneira como ele a manipulava me enlouquecia. Apertava, girava, aumentava, diminuía.


Deitei de lado e comecei a passar a mão nos seios. O bico foi ficando bem durinho e pontudo a cada clique. Sentia um prazer enorme de me exibir pra ele. Virava-me de um lado para o outro, ficava de quatro, mordia os lábios, mexia no cabelo, Olhando para a janela, ouvia o barulho dos carros passando… Ele disse para abrir as pernas e mexer nela, e assim eu fiz. Lambia os dedos e passava lá embaixo. Podia vê-lo detrás da lente mordendo os lábios, toda vez que eu levava a mão entre as pernas.

Comecei a passar o pé sobre sua calça. Podia sentir seu pau latejando de tão duro. Via no reflexo da lente minha cara safada, louca por sexo. Louca por ele.

Subi em cima dele e apoiei a perna na mesa. Esfregava-me como um bicho no cio. O tesão era tão grande que ele não conseguia deixar de fazer nenhuma das duas coisas – com uma mão puxava meu cabelo e com a outra me fotografava.
– Era isso que você queria? – disse ao meu ouvido.
– Era. Era sim – o tesão torna essa resposta ainda mais difícil.
– É assim que você quer? Então toma – minhas pernas bambeavam só de ouvir isso.

E dizia muito mais… Palavras de baixo calão, no momento em que gemia gostoso. E também palavras doces, carinhosas, com certa dose de safadeza. Eu me sentia uma vadia na cama. Sentia também que era amada, desejada.

Abandonamos a câmera e nos realizamos de todas as formas e posições que vieram à mente.

Algum tempo depois, ainda deitados, rimos. Rimos por tudo e por nada. Rimos por não fumarmos, rimos da janela entreaberta, da camiseta que acabara de ser vestida ao contrário. Rimos do que tínhamos acabado de fazer. Estávamos felizes e satisfeitos.O fim de semana estava apenas começando, dei-lhe um beijo de boa noite, virei para o lado e dormi.

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