Do Leitor: Mato adentro


Do Leitor: Mato adentro

Conheci-o em uma viagem que fizemos com amigos a Minas Gerais. Tem cabelos dourados, sobrancelhas marcantes e um par de olhos verdes que me tirou da zona de conforto. Mal começamos a conversar e a química foi imediata.

As circunstâncias estavam para lá de favoráveis. Eu acabara de voltar de uma experiência única em um retiro espiritual e o frescor da energia estável ainda norteava minha mente.

Entre todos, ele brilhava mais forte. Chegava sempre cheio de vida, sorria com os olhos, era o mais intenso e dono de uma presença. Ah, aquela presença! Isso sem falar no gingado másculo que acabou por sacudir meu mundo.

Fiz a forte, tentei me conter. Acabei me rendendo ao cair de roupa em seus braços, na piscina. Foi ali, naquele momento, onde ele teve a certeza de que poderia vir para cima com tudo. Mas não veio. Aquilo me fez arder.

Tínhamos um baile de formatura. Tomamos um doce e toda a energia intensa dos acontecimentos se elevou à décima potência. O baile parecia ser nosso. Quando nossos lábios se tocaram, meu mundo girava em torno daquele corpo, daquela boca deliciosa. Eu só enxergava seu brilhante par de olhos verdes. Um astral delicioso tomou conta de cada célula do meu corpo. Nos beijamos como se não houvesse amanhã. Olhares tortos, de inveja, cheios de vontade, chegavam até nós. Mas nada nos abalava. Não ali.

O dia amanheceu e o desejo cada vez mais latente parecia nos consumir. Ainda curtimos muito aqueles ares mineiros que nos inebriava, como por magia. O sol ardia nossa pele quando chegamos ao sítio onde estava toda a família e amigos.

Não conseguimos entrar. Aquela pegada forte me deixando cada vez mais trêmula. Eu estava entregue. Parecia uma bonequinha de pano em suas mãos. Saímos do carro e imediatamente levantei o meu vestido para ele me penetrar.

Meu mundo explodiu ali. Só conseguia sentir cada centímetro daquele pau maravilhoso me preenchendo inteira. E não precisava de mais nada. Ele segurou minha nuca ao mesmo tempo em que me reclinou para frente, mordiscando minhas costas e metendo cada vez mais fundo. Deixei de respirar e fui arremessada para um lugar onde palavra é coisa estranha…

Voltei devagar e imediatamente caí de joelhos e me acabei de chupar aquele pau delicioso, que me abriu algo além do nirvana. Ele gemia baixinho. Fitava meus olhos como se não pudesse perder nem um segundo de toda aquela sede em engoli-lo inteiro. Senti-o pulsar dentro da minha boca. Meteu bem no fundo da minha garganta e estourou todo o seu tesão acumulado por todo meu rosto, cabelo, pescoço…

Estiramo-nos no chão, encarei-o por um longo período. Só dava para ouvir o barulho da nossa respiração. Eu absorvia todo aquele cheiro de prazer que pairava no ar. O sol queimando nossa pele. Recompus-me e finalmente entramos. Deitei em meu lugar arrumadinho ao lado da minha mãe, numa cama de casal. Adormeci sorrindo, exalando aquele odor delicioso de sexo pelo quarto todo.

 

*A coluna Do Leitor publica contos enviados pelo público e editados pela Lasciva. Tem algum texto picante e quer vê-lo aqui? Escreva para contato@lasciva.blog.br

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