Escreva algo sujo


Escreva algo sujo

Assusta-me toda a sua depravação. Ao mesmo tempo, isso me instiga. Eu me identifico, fico atraída. Afinal, também assusto as pessoas – frequentemente. Essa ideia me excita. Estou diante de uma mente tão ou mais pervertida que a minha. Insaciável.

Exatamente: tão ou mais pervertida. Gosto quando você embarca e se mostra tão safada quanto quero que seja. Gosto quando você elogia o meu pau porque sei exatamente o que você está pensando. Suas fotos me enlouquecem exatamente porque sei o que se passava pela sua cabeça na hora. Pela minha, não é muito difícil de adivinhar.

Não, sua devassidão não cansa de me surpreender. Quando menos espero, você volta a me demandar alimento a outra fantasia ainda mais suja que as demais. Isso me deixa assim. Úmida. Pareço ameaçada, porque sei que você não vai ter piedade quando me tiver de novo em suas mãos. Meu coração dispara só de pensar.

Não vou ter piedade mesmo, nem com você nas minhas mãos nem com você no meu pau. Só de lembrar do seu boquete e do gosto da sua buceta meu pau quase rasga a calça. Eu sei que você quer se sentir ameaçada, quer que eu te bata e te trate que nem uma puta, goze na sua cara, na sua boca, chupe sua buceta deliciosa até você gozar. Você gosta de ter medo de mim, e eu não vou ter pena de você de quatro.

Sei disso. Sei também que nenhuma dor vai anular o prazer de te sentir socar fundo esse pau enorme dentro de mim. Já consigo me imaginar molhada de suor, com o cabelo grudado nas bochechas, mordendo os lábios, olhando para trás. Tentando me empinar ao máximo só para te dar uma visão mais deliciosa do meu corpo. Sinto temor, mas não consigo deixar de desejar. Quero que seja forte a ponto de doer. Quero me sufocar com a sua perversão.

Quando eu comer esse seu cuzinho lindo você vai gritar, de dor e de tesão. Vou meter até as bolas, puxando seu cabelo. Você vai rasgar o travesseiro de tanto morder. Vou te sufocar com o meu pau, não quero que fique um centímetro pra fora da sua boca, e quero gozar tudo na sua boca, para tirar e te ver babando, com minha porra escorrendo pelo queixo. Depois de uns tapas bem ardidos na cara, quero você de boca aberta esperando pelo meu pau de novo. Mas eu vou te botar de quatro e meter bem forte em você, batendo na sua bunda e te vendo rebolar pra mim, pedindo pra eu te xingar.

A cada tapa, fico mais putinha, mais safada, mais entregue. Vejo-me ajoelhada aos seus pés, pronta para fazer todas as suas vontades. Vou me lambuzar de saliva, provar da minha própria lubrificação. Lágrimas escorrerão do meu rosto enquanto eu engasgar com seu pau na minha goela. Mas não, não pedirei para parar. Vou suportar tudo que você me reservar. Mesmo que eu precise gritar. Mesmo que minha boca fique trêmula, que meus dentes comecem a bater. Não vou arregar, vou deixar que faça tudo o que quiser com meu corpo. Porque sei – ah, eu sei – que no final não vou me aguentar de tanto prazer. E me morder, me debater. E sonhar com isso noites seguidas.

 

* Escreva algo sujo é uma experiência de escrita conjunta com um rapaz, também escritor, que atiça meus desejos.

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