Do leitor: Uma mulher que marca

Seu visual era único. Pele bem clara, nórdica. Corpo esbelto, de seios fartos – sempre ressaltados nos decotes. Cabelo curtinho, tingido de ruivo. Olhos claros, convidativos. Pernas compridas e deliciosas, que pareciam um caminho até suas nádegas arrebitadas – sensacionais. Mônica!

Nos conhecemos na faculdade. Ela, veterana, sempre chamou a atenção dos demais. Mas nunca deu chance para qualquer um se aproximar. Com o avançar do curso, fizemos alguns trabalhos juntos e surgiu uma amizade. Ela precisava da minha dedicação – e eu, do seu talento e experiência.

Então surgiu a oportunidade perfeita. Festa da cidade em frente ao apartamento em que morava.Os shows e toda agitação poderiam ser apreciados da minha varanda. Chamei os amigos e a convidei. No meio da noite, no momento em que saíamos para comprar cerveja e ver mais de perto o show, rolou um beijo no elevador. Um beijo envolvente, desses que as bocas se soldam e as línguas se misturam. O corpo arrepia as mãos puxam o cabelo e quando tudo parece eterno o elevador para e a porta abre. Eu já sentia todo o calor do mundo em meu corpo e ela suspirava em minha orelha. Silêncio safado no ar. O som da nossa respiração ansiosa marcava aquele momento único entre o desejo e a dúvida. Rompi o momento apertando o último andar. Subimos mais um lance de escada e, no escuro, nossas mãos sabiam o caminho.

Primeiro a minha blusa, depois a dela. E era só a gola passar que os lábios voltavam a se encontrar. Tirei o sutiã como uma criança que abre o presente debaixo da árvore de natal, ardendo por dentro… louco para descobrir toda a opulência de tão belos seios. Sem ver, pude me deliciar com eles. Enquanto beijava um acariciava o outro com a ponta dos dedos, apertando levemente os pequenos mamilos. Ela mordia minha nuca e colava meu corpo no dela. Nesse momento, a garota sentiu todo meu desejo entre suas pernas e se abriu. Minha mão percorreu seu corpo, descendo até a calcinha. Molhada, perfeitamente molhada. Tanto que meus dedos escorregaram para dentro, arrancando gemidos ofegantes daquela boca carnuda.

Dominadora, ela me empurrou de seus braços e, num impulso, se ajoelhou. Com as mãos, me jogou na parede e abriu minha calça, deixando-me livre em frente ao seu rosto. Eu enlouquecia ao segurar seus parcos cabelos, e puxar. Louco de tesão, segurei-a para cima e baixei seu short e calcinha até o joelho. Estava tão sedento por vê-la gozar em minha cara, que ela se entregou. Contorcia-se, encostada na parede. E, após algum tempo, senti seu corpo entrar no perfeito frenesi do orgasmo. Segurava suas pernas sobre meus ombros e forçava minha cabeça com enorme pressão.

Queimando com todo nosso calor eu a virei enquanto ela ainda gemia e num relance de luz pude admirar a tatuagem que havia nas costas, logo acima das nádegas. Um tribal colorido que tenho gravado na memória até hoje. Um desenho que me viu gozar, enquanto segurava aquele belo quadril de pele clara. Contornos que me enchem de vontade até hoje. Mônica!

 


*A coluna Do Leitor publica contos enviados pelo público e editados pela Lasciva. Tem algum texto picante e quer vê-lo aqui? Escreva para [email protected]

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