Os papéis no BDSM


Os papéis no BDSM

“Bondage, disciplina, sadismo e masoquismo”, são esses enunciados que resumem o conceito de BDSM. A sigla engloba muito mais do que simples relações de dominação e submissão. Aqueles que levam seus fetiches a sério tendem a buscar o meio do BDSM para encontrar quem queira viver fetiches similares ou complementares.

BDSM é praticado dentro dos princípios: são, seguro e consciente. Quem frequenta o meio, em geral, evita o uso de bebidas e drogas. Afinal, é importante deixar claro que quem quer que esteja participando da brincadeira, está ali por livre e espontânea vontade. É uma prática antiga, descrita na literatura e nas artes. Alguns grupos chegam a definir dogmas e toda uma liturgia que abrange ritos e termos próprios.

Relações de dominação e submissão costumam envolver tratamento de respeito como “Lord”, “Senhor”, “Mestre”, “Dono”. A coleira é uma marca comum de ser usada em relações de dominação. Ela é adquirida, geralmente, durante um ritual de encoleiramento. A segurança de quem está envolvida é, muitas vezes, assegurada por alguma safeword, ou gesto de segurança, escolhidos previamente – – nem sempre um não é um não, ou um para é um para, não é mesmo? A palavra de segurança deve ser proferida no momento em que o escravo ou submisso vir que aguentou até o seu limite, seja físico ou psicológico, quando desejar interromper as surras ou práticas. Quem detém o controle da situação é sempre o bottom.

Seguem, abaixo, as descrições de alguns dos papéis mais comuns entre aqueles representados pelos praticantes de BSDM:

Dom – pode ser chamado de “dono”, se tiver uma submissa ou escrava sob sua tutela. É o homem que gosta de assumir o papel de senhor, de impor respeito, dominar.


Domme – também conhecida por “dominatrix”, é a mulher dominante.

Switcher – assume ambos os papéis, de dominante ou dominada, dependendo de quem se relaciona. Uma submissa que se diz switcher pode ter uma escrava ao seu dispor, por exemplo.

Sub – o submisso ou a submissa, aquele que se sujeita consensualmente a qualquer tipo de servidão ou humilhação e se permite ser amarrado, coagido e que disponham do seu corpo.

Mestre – conduz sua escrava pelos caminhos do BDSM. Instrui a liturgia, apresenta-lhe sensações distintas. Pode ter mais de uma escrava (que será tratada como “irmã de coleira”), mas elas se comprometem a serem guiadas apenas por ele. Todo o mestre é dono de sua escrava. Não confundir com “mentor”, que é quem introduz outra pessoa na prática do BDSM e pode ser até mesmo um submisso.

Mestra – também conhecida pelo título de “mistress”. É aquela que guia seu escravo, da mesma forma que o mestre faz com sua escrava.


Escravo(a) – aquele que assume que deseja ser dominado e se submete a um mestre. Sexo não é um componente fundamental da escravidão.

Pet – porta-se como um animal de estimação.

Kajira – escrava goreana, que atende às normas rígidas do estilo de vida descrito nos romances de John Norman, que conceituou as condições de escravidão do Planeta Gor.

Kajirus – o escravo, ainda segundo John Norman.

Top – aquele que exerce dominação, podendo ser sádico, mestre, dominador, bondagista ou tudo ao mesmo tempo.

Bottom – o submisso, escravo ou masoquista.


Sádico – termo com origem no nome do Divino Marquês (Donatien Alphonse François de Sade); sente prazer em infligir dor ou humilhação ao seu parceiro.

Masoquista – nome dado a quem consegue prazer ao sentir dor ou ser humilhado, inspirado nos escritos do escritor austríaco Leopold Sacher-Masoch.

Sadomasoquista – assume ambos os papéis de sádico e masoquista, obtendo prazer da dor e humilhação que causa ou lhe é causada.

Ponygirl – mulher que se veste e age como égua, muitas vezes ao ar livre.

Ageplayer – aquele que age ou trata o outro como se tivesse outra idade.

Papai – gosta de ser tratado como a autoridade de um pai e simula uma relação incestuosa com sua parceira.


Infantilista – porta-se como um bebê ou uma criança, para ser cuidada por um pai.

Fedelho – porta-se como um garotinho travesso que será disciplinado pela mãe.

Primata – age como um homem das cavernas, de hábitos selvagens.


Kinkster – quem é aberto a experimentações, das mais diversas. “Kink” é uma denominação para práticas sexuais pouco usuais, extremas, consideradas bizarras por certas pessoas.

Hedonista – aquele que baseia sua vida na busca pelo prazer e na supressão da dor.

Baunilha – como é chamado quem é de fora do meio BDSM, tratado como alguém insosso.

 

Então, com qual papel você mais se identificou?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *