Quando o sexo representa risco à saúde


Quando o sexo representa risco à saúde

Pasmem. A maior parte das pessoas ainda pratica sexo sem camisinha. Cerca de 2/3 dos entrevistados em uma pesquisa médica alegaram não sentir prazer com a opção do sexo protegido. De fato, o preservativo prejudica um pouco a sensibilidade, principalmente de quem atua “ativamente”. Mesmo assim, essa segurança é uma responsabilidade fundamental com o parceiro atual e mesmo com os futuros.

O objetivo principal de usar camisinha é evitar o contágio pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana e causador da AIDS). Porém, durante o ato sexual, não se pode esquecer as demais doenças sexualmente transmissíveis como: sífilis, gonorreia, HPV (papiloma vírus humano), entre tantas outras. Além disso, a capa ainda previne a gravidez indesejada.

A gravidez não programada é um problema social, da qual decorrem diversos outros impasses, como: casamentos forçados, desestrutura familiar, questões educacionais, aborto. Uma pesquisa de 1999 mostrou que 23% dos nascimentos registrados foram de mães entre 15 e 19 anos. Isso acontece porque, quanto mais novo, maior a sensação de invulnerabilidade. Pena essas garotas terem que aprender assim.

O preservativo previne, ainda, o contágio pelas mesmas doenças acima citadas, durante o sexo oral. Afinal, é bom lembrar que elas não são contraídas apenas no sexo vaginal – mas no anal e no oral também. Basta o contato entre as mucosas e uma pequena ferida – causada, por exemplo, pelo atrito da penetração.

Outro fator que influencia o que está em jogo durante o ato sexual é o envolvimento com drogas (na sua maior parte o álcool – de mais fácil acesso à grande maioria da população, inclusive em regiões do interior do Brasil). Quando a pessoa está sob influência de substâncias que alteram seu estado de consciência, ela se torna vulnerável ao sexo desprotegido.

E, ao tratarmos de comportamento sexual de risco, falamos também do envolvimento com múltiplos parceiros ao longo da vida. Quanto maior o número de pessoas, maior a chance de encontrarmos variáveis de personalidade que nos exponham a situações de ameaça. É para ter medo? NÃO! Somente cuidado com as pessoas que se vão se envolver com nossas intimidades.

Sexo é uma delícia. Se tiver técnica, melhor ainda. Protegido, então, fantástico – assim se pode ficar com a consciência tranquila e dormir sem qualquer receio.

Existe um tabu muito grande de que o pedido por um sexo seguro possa significar um desafio à masculinidade ou que o parceiro ou parceira pode estar desconfiando da saúde do outro. Casos assim devem ser discutidos para um amadurecimento do casal no momento da transa. Por que não falar também em educar o parceiro? Em certos casos, é mesmo necessário. Acordos assim são válidos para que se evite qualquer dúvida futura.

Prevenir é sempre o melhor remédio.

 

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* Dr. Nelson Cardoso é psiquiatra com especialização em dependência química e comportamentos compulsivos, que estuda a sexualidade humana.

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