Quero ser obra de arte

Estou em chamas. Sinto minhas entranhas arderem. Dói. Mesmo assim, não paro de me contrair de tesão. Enquanto escrevo isso, aperto de leve meus seios, duros e excitados. Quente.

Quase não dormi noite passada. Foi a madrugada inteira de sexo hard. Apagamos de sono, ao amanhecer. Desperto, poucas horas depois, com meu corpo sendo totalmente apalpado. O alarme do celular alertava sobre um compromisso ainda pela manhã. Rapidamente, enfio aquele pau na minha boca. Precisava me despedir. Embriagada com o cheiro de testosterona, só consigo desejar mais e mais prazer. Dou-lhe um longo beijo e peço que vá me visitar em casa, outro dia.
– Be my guest – pronuncio antes de sair e deixá-lo deitado, molhado de suor, sonolento em sua cama.

Ele me surpreendeu. Sempre espero coisa boa de negros grandes como o Jonas. Só não imaginava que o cara me faria gozar mais de dez vezes em menos de quatro horas. E ainda desmitificou o squirting para mim. Não imaginei que eu fosse capaz de ejacular, como vi acontecer ontem.

Interessei-me no cara desde que fui, com minha amiga, à casa do namorado dela. Guga mora no bairro Higienópolis, em um apê tomado de pinturas eróticas. Lindas. Um visual rústico, mas super contemporâneo. Aquelas imagens me provocaram.
– Uau, que quadros incríveis! Amei.
– São do Jonas, irmão do Guga. Mora aqui com ele – respondeu minha amiga.
– Ah, é? E ele é gatinho? – soltei na lata, olhando nos olhos dela, sombrancelhas erguidas.
– É sim… é bonitão – proferiu a fofa, meio embaraçada de falar do irmão do namorado, na frente dele.
– Hmmm – revirei os olhinhos.

Volto algumas semanas depois, acompanhada do casal. Logo reparo que Jonas não está. Rola uma frustração. Resolvo enrolar um pouco, para esperar o rapaz. Como o Guga já sabia do meu interesse, imagino que o irmão tenha sido avisado. Creio até que fui apresentada não apenas como a amiga, mas a personagem libidinosa da internet. Fico na expectativa.

Vou retocar o make no banheiro e o ouço chegar. Esborrifo em mim um perfume Chanel que vejo na prateleira. Saio empinadinha e me deparo, então, com aquele rapaz musculoso e sorridente no meio da cozinha. Nem era assim, tão bonito. Bem simpático. Fora o bigodão volumoso, gostei. Gente fina, divertido, interessante.

Era tarde. Tomamos algumas cervejas na cozinha, minha amiga vai deitar. A essa altura, o garoto já está bem empenhado em me dar o bote. Pego a bolsa, como quem se prepara para ir embora.
– Poxa, eu estava empolgado para sair! – disse ele, olhando para mim e seu irmão, com cara de cachorro sem dono, mãos levantadas acima dos ombros.
– Não rola, tô muito cansada – revidei.
– Então não quer ficar aí, ver um filme?
– Ahahahaha – e peço uma água, para mudar de assunto.

Decido ir mesmo embora e Guga oferece companhia até o carro. Jonas arremata:
– Deixa que eu vou com ela.
– Tá bom. Pode confiar no meu irmão, Lasciva. Qualquer coisa, você sabe onde ele mora – brinca meu amigo.

Caminhamos até o hall, rindo e fazendo piadinhas de duplo sentido. Assim que entramos no elevador, ele me aperta num canto.
– Não vai embora – pede, antes de me beijar vorazmente.

Deixo rolar. Amoleço meu corpo, para sentir sua pegada. Na hora, rola um forte incômodo daqueles pelos compridos roçando o meu rosto. Não há nada que deteste mais em um homem do que bigode. Mas logo abstraio. Parece impossível escapar. Se consigo sentir o tanto que o cara tarado, pode ser irresistível. Ele me olha e me pega cheio de más intenções. Peço para apertar o seu andar. Seguro ao redor do seu pescoço. Levanto a saia, apoio as pernas ao no seu quadril. Lanço um olhar safado em direção ao espelho.
– Gostosa – diz enquanto observa meu reflexo com suas mãos no meu corpo.

Saímos do elevador direto para o quarto dele. Sento no basculante janela, de pernas abertas. Ele não para de me beijar enquanto desabotoa minha saia . A consciência logo questiona “Tsc, tsc, Lasciva! Mal falou com o cara e já esta se abrindo toda, de novo?!” E, enfim, conclui: “Se rolasse mais blá blá blá o fim era o mesmo. Agora relaxa e aproveita, bitch”.

Jonas parece um animal no cio. Ele mesmo se define como homem das cavernas. Abaixo, de bumbum empinado, para tirar a meia-calça. Ele então esfrega e lambuza seu rosto inteiro na minha entre as minhas pernas. Fico de pernas bambas. Seu olhar é perturbador. Range os dentes enquanto me segura pelos cabelos. Depois de remexer dentro de mim, cheira e chupa seus dedos com expressão de tesão. Alisa as mãos espalmadas sobre minha pele. Sua sem parar.

Quando abro sua calça, me choca o tamanho daquele pau. Não pude resistir. Apesar da dor de garganta, enfio fundo na goela. Chega a anestesiar, na hora. Forço para engolir tudo, várias vezes. Rola uma vontade louca de satisfazê-lo. O cara mereceu, de verdade. Ele empurra minha cabeça para baixo, como gosto que façam. Escorria mais e mais saliva da minha boca. Paro para respirar e apenas observo. Ele bate com o pau algumas vezes no meu rosto. Ponho na boca novamente.
– Chupeta gostosa – segura minha nuca ainda mais forte.

Seus dedos tocam minha pussy de todas as maneiras. Jonas é alucinado no finger fucking e me pega como quem está estudando a minha anatomia. Ele realmente sabia onde pegar para me enlouquecer. Beija meus mamilos, a minha boca. De repente, sinto que gozo de um jeito diferente. Nem entendi direito o que disse.
– Você molhou minha cama – e esfrega sua mão no rosto, com cara de satisfação.

Várias posições depois, o gostoso volta a penetrar freneticamente os dedos em minhas entranhas. É quando tiro a prova e constato: jorra de dentro de mim uma água quase inodora. Aquilo é mágico! Pena que deixa uma poça na cama. Ele não para de me lamber e beijar. Agita aquele pau na minha frente e atiça minha vontade. Fode-me com força, de todas as formas. Não cansa. Mal ele goza, já quer outra. Foram quatro seguidas. Perdi as contas de quantos orgasmos tive, mais do que dez na certa. Prazer além da conta. Fico assada. Chego ao ponto quase inédito de pedir arrego.
– Para! Não aguento mais – imploro, inutilmente.

Então ele diminui o ritmo e continua com a putaria, falando ao meu ouvido, até me deixar alucinada para rebolar no seu pau novamente.

Foi intenso. Sinto ardência pelo corpo. Estou dolorida. Ele me machucou enquanto gozava com seu pau enorme dentro de mim. Sinto queimar ao redor da virilha. Deve demorar para eu ficar boa de novo. Agora quero me concentrar, resolver pendências. Preciso descansar. O desejo não deixa. Minha boca continua entreaberta. Respiro alto. Exalo sexo.

Não aguento. Largo meu texto para me bolinar ajoelhada sobre a cama. Pernas abertas, de frente ao espelho. Fantasio que estou posando para uma daquelas obras sensuais que ele pinta. Pareço tarada, inebriada, enquanto me estimulo forte. Gemo cada vez mais alto, até gozar intensamente e cair deitada. Retorcer-me.

*suspiro*

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