Sou fácil, mas não para qualquer um


Sou fácil, mas não para qualquer um

Tem garota que acha que “se dar valor” é se fazer de difícil. Então acaba impondo toda a sorte de empecilhos entre o pau do rapaz com quem quer se relacionar, e sua vagina. Entendo. Não é uma atitude sem qualquer fundamento. Se, com muita rapidez, ela estiver toda aberta para ele, pode ficar a impressão de que qualquer mané alcança aquele mérito com a mesma facilidade. Quando conhecemos uma pessoa nova, se o sexo acontece de forma muito imediata, pode se perder o caráter especial que existe naquele momento de intimidade a dois.

Mas daí a achar que se fingir de santa e fechar as pernas e tirar a mão dele dali e fazer cu doce vai deixar o rapaz super apaixonado, pensando que aquela mulher vale todos os esforços do mundo… Não, não vai. Esse tipo de joguinho instiga, num primeiro momento. E cansa no instante seguinte. A vagina não é um prêmio a ser conquistado com a realização de uma série de provas. Muito homem prefere ter como parceira alguém que goste e precise tanto de sexo quanto ele mesmo. O cara que é seguro, bem resolvido, quer ver que ela também sente desejo por ele, também fica com tesão ao seu lado e cria fantasias ao seu respeito

Vivemos uma era de igualdade entre os gêneros. As mesmas necessidades e vontades que eles sentem, as mulheres também podem sentir. Sem receios. O tal “se dar valor” da moça virgem é um conceito ultrapassado. A virgindade da mulher era valiosa na época dos casamentos arranjados, desde a Idade Média, quando a presença de um hímen intacto era um fator de valorização das moças e da honra do seu pai. No passado, a virgem tinha valor econômico, pago pelos pretensos maridos em forma de dote. Era como se exigissem que sua “mercadoria” estivesse em perfeito estado. Ou seja, ao dizer para a garota se dar valor e preservar sua vagina, está se referindo, de fato, ao valor de mercado.

Se hoje a mulher conquistou o direito de ter sua opinião reconhecida, exerce representatividade política e assume inclusive os deveres de trabalhar e batalhar pelo próprio sustento, não deveria se envergonhar de transar o tanto e com quantos ela tiver vontade. Já que eles podem, por que elas não poderiam? Os rapazes não ficam se podando para serem valorizados por ninguém. Pelo contrário, realizaram o que quiserem e chegam a ostentar cada conquista, como forma de afirmação da sua virilidade (e nem se acham uns bobos por isso). Pensando nisso, descobri que ser dona do meu nariz e de todo o resto do meu corpo é não me envergonhar de fazer o que eu quiser.

Então sou fácil. Não deixo qualquer figura sem graça se aproximar, qualquer fedido me tocar, não perco meu tempo ao lado de quem não me acrescenta. Mas quando sinto atração, quando meu interesse se desperta, quando meu riso corre solto ao lado de alguém, a imaginação também começa a trabalhar. Adoro sexo. Tenho necessidade de satisfação sexual. Se, na primeira noite que estou com o rapaz, todas as condições estiverem favoráveis e sentir meu corpo palpitando de vontade para ter seu membro rígido entre as minhas pernas, não imporei dificuldades para isso.

Ao mesmo tempo, prefiro não ir com muita sede ao pote. Quando estou muito cansada ou suja, suada, menstruada, se o local não for adequado ou qualquer outra razão me faça crer que aquela transa não possa ser suficientemente proveitosa, peço para marcarmos outro momento mais propício e deixo para depois. Quero que a primeira vez que nos desnudarmos frente ao outro seja boa o suficiente para garantir as próximas. Prefiro que o garoto me deseje pois nos esbaldamos de prazer, do que devido a fantasias não realizadas e desejos reprimidos. Não procuro um namorado em cada homem com quem me relaciono. Namoro exige uma conexão intensa, uma sinergia de sentimentos e expectativas singular e extraordinária. Ficarei suficientemente satisfeita se, depois, aquele rapaz se torne meu amigo ou mesmo um amante, que me terá como sua cortesã para momentos de curtição.

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