Você já se masturbou em banheiro público?


Você já se masturbou em banheiro público?

Enquanto ouvia Jonas sussurrar essa pergunta, sua barba roçava meu pescoço, senti algumas gotas de saliva respingarem em meu ouvido. Estávamos os dois nus em sua cama, já suados após uma foda fenomenal. Seu dedo penetrou fundo dentro de mim e comecei a me retorcer. Minha boca se abriu em um gemido suave.
– Adoro – respondo baixinho – tenho o fetiche de me masturbar em lugares públicos. Gosto de me olhar no espelho do banheiro, enquanto bolino meu corpo, quando estou sozinha. Fico reparando na porta, atenta se não chega ninguém, e observo o reflexo do meu corpo enquanto me estimulo, naquele lugar sujo.
– Delícia. E sente roçar esse grelo dentro da roupa, né? Vê parte do bico do seio saindo para fora da camisa… – ele movimenta o dedo enfiado em mim e sabe exatamente onde tocar para fazer meus olhos se revirarem.
– Já me masturbei durante uma prova de concurso, no meio da sala, com a caneta, por debaixo da minha saia. Depois tive que sair para terminar no banheiro. Morro de tesão em ambientes escolares. Em bibliotecas, então… fico louca ao me perder no meio daqueles corredores de livros.
– Hmmm, alguém já viu? – Jonas leva rapidamente a mão à boca, para sentir o cheiro e gosto do meu sexo. Então volta a enfiar seu dedo, ainda mais intensamente, estimulando o clitóris com o polegar.
– Sim, na praia. Fiquei excitada vendo a bunda de uma garota ao meu lado, deitada de bruços. Senti o calor do sol no meu corpo. Me arrepiei toda. Abri as pernas, passei a mão por baixo do quadril, discretamente. E me toquei. Interrompia o movimento sempre que passava alguém. Mas então um vendedor de cangas parou na minha frente e o deixei observar o que eu estava fazendo. Lançava alguns olhares safados e depois mantinha uma cara de dissimulada, como se nada estivesse acontecendo. Fingia que ia ajeitar o biquíni, para deixá-lo ver meu mamilo.
– Sortudo. Ele deve ter ficado de pau duro.
– Sim, o cara me mostrou o volume dentro da bermuda. Depois de ficar um tempão naquela brincadeira, entrei para o mar e nadei para longe. Terminei de me dar prazer em um lugar afastado, no meio do mato.
– Alguma vez se masturbou no cinema? – ele não interrompeu em nenhum momento o finger fucking e extraía de mim suspiros cada vez mais profundos.


– Rolou, um dia. Eu passeava na rua do Rio de Janeiro. De repente, bateu tanto tesão, que entrei na sala de cinema sozinha, só porque queria me masturbar. Nem consegui assistir ao filme direito. Passei a sessão inteira bolinando meu corpo. Gozei várias vezes.
– Tinha alguém sentado no seu lado?
– Não, ninguém.
– Então imagina que você provocou um homem sentado atrás de você. Ele ficou louco de vontade. Abriu o botão da calça e pôs a mão lá dentro. Ficou batendo uma enquanto te olhava, ali, na sala de cinema – nesse momento, com o calor do seu bafo no pé da minha orelha, sentindo o lábio dele tocar de leve a minha pele e seu dedo se agitar vorazmente no meu ventre, atingi um orgasmo intenso e demorado. Cheguei a ter alguns espasmos. Meus gemidos já se pareciam com gritos, de tão altos.
– Ai! – olho nos seus olhos, franzindo a sombrancelha, com expressão de gratidão.
– Da próxima vez que você se masturbar em um banheiro público, vai se lembrar da nossa conversa.
– Vou sim – respondo, sinceramente.
Nunca esqueci esse diálogo safado e quase confessional. Deliciei-me, contando para aquele sujo minhas taras insanas.

 

Fotos: André Carvalho

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